- 29
Dez
A felicidade completa hoje 54 anos! 3 a 1 no time da Marginal!
visualizada 151 vezes por Theophilo Carnier Junior
O primeiro jogo de futebol de que me lembro na vida foi a vitória do São Paulo por 3 a 1 sobre o time da Marginal. Foi há exatos 54 anos, no dia 29 de dezembro de 1957.
Lembro de ter ouvido esse jogo no rádio e da vibração do meu pai, são-paulino.
O jogo foi a final do Campeonato Paulista daquele ano. O São Paulo era a zebra ao entrar em campo. O Dino Sani, grande volante (foi titular nos primeiros jogos do Brasil na Copa de 58) se machucou. Seu substituto também se machucou.
Além disso, o São Paulo era considerado um time sob o comando de um "velho", o Zizinho, que com mais de 35 anos tinha vindo do Flamengo desacreditado.
Mas durante o jogo o São Paulo mostrou superioridade. Fez 1 a 0, levou o empate e aí não teve para ninguém. Fez mais dois, ganhou com folga, fora o olé.
Teve um lance que ficou famoso, e me foi contado por um tio, também são-paulino fanático, que viu o jogo no Pacaembu.
O lance foi o seguinte: o terceiro gol do São Paulo surgiu de um lançamento genial do Zizinho para o Amauri, nosso atacante que era muito veloz. O Amauri surgiu livre, carregou a bola desde a intermediária e na saída do goleiro tocou para o gol.
Mas não parou por aí. Depois de fazer o gol, ele deu um tapinha no rosto do goleiro deles (que era o Gilmar, depois campeão do mundo pelo Brasil em 1958) e disse: "Vai buscar a bola no fundo da rede!".
O Gilmar ficou furioso. Saiu correndo atrás do Amauri. Mas quem alcançava o Amauri na corrida? O goleiro foi contido pelo juiz, voltou para o gol e teve que aguentar o olé do São Paulo.
Foi uma vitória consagradora! Ainda mais por ter sido em uma final, e contra o time da Marginal!
Quando o jogo terminou, foi um tal da torcida deles atirar garrafa para todo o lado. Já naquele tempo eles mostravam o senso de desportividade que os caracteriza até hoje. Foi uma "noite das garrafadas".
Mas e daí? Ganhamos, fomos campeões e desmentimos o favoritismo deles. E parece que até hoje são vistos de vez em quando no Pacaembu os vultos dos zagueiros do time da Marginal que atuaram naquele jogo, que ainda estão à procura do Canhoteiro, do Amauri e do Maurinho.
Lembro de ter ouvido esse jogo no rádio e da vibração do meu pai, são-paulino.
O jogo foi a final do Campeonato Paulista daquele ano. O São Paulo era a zebra ao entrar em campo. O Dino Sani, grande volante (foi titular nos primeiros jogos do Brasil na Copa de 58) se machucou. Seu substituto também se machucou.
Além disso, o São Paulo era considerado um time sob o comando de um "velho", o Zizinho, que com mais de 35 anos tinha vindo do Flamengo desacreditado.
Mas durante o jogo o São Paulo mostrou superioridade. Fez 1 a 0, levou o empate e aí não teve para ninguém. Fez mais dois, ganhou com folga, fora o olé.
Teve um lance que ficou famoso, e me foi contado por um tio, também são-paulino fanático, que viu o jogo no Pacaembu.
O lance foi o seguinte: o terceiro gol do São Paulo surgiu de um lançamento genial do Zizinho para o Amauri, nosso atacante que era muito veloz. O Amauri surgiu livre, carregou a bola desde a intermediária e na saída do goleiro tocou para o gol.
Mas não parou por aí. Depois de fazer o gol, ele deu um tapinha no rosto do goleiro deles (que era o Gilmar, depois campeão do mundo pelo Brasil em 1958) e disse: "Vai buscar a bola no fundo da rede!".
O Gilmar ficou furioso. Saiu correndo atrás do Amauri. Mas quem alcançava o Amauri na corrida? O goleiro foi contido pelo juiz, voltou para o gol e teve que aguentar o olé do São Paulo.
Foi uma vitória consagradora! Ainda mais por ter sido em uma final, e contra o time da Marginal!
Quando o jogo terminou, foi um tal da torcida deles atirar garrafa para todo o lado. Já naquele tempo eles mostravam o senso de desportividade que os caracteriza até hoje. Foi uma "noite das garrafadas".
Mas e daí? Ganhamos, fomos campeões e desmentimos o favoritismo deles. E parece que até hoje são vistos de vez em quando no Pacaembu os vultos dos zagueiros do time da Marginal que atuaram naquele jogo, que ainda estão à procura do Canhoteiro, do Amauri e do Maurinho.
postado por Theophilo Carnier Junior às 14:44
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