
Na tarde deste sábado, dia 10 de dezembro, foi realizado o Jogo dos Campeões, um evento em homenagem ao Mestre Telê Santana. Estiveram reunidos no Estádio Ícaro de Castro, no Ibirapuera, muitos famosos, jogadores e amigos que fizeram questão de prestigiar esse mito da história do futebol brasileiro.
“Essa homenagem para mim vem carregada de emoção. Ver a mobilidade das pessoas para fazer este evento, cheio de jogadores, artistas e pessoas queridas. Eu fico muito contente.” declarou Renê Santana (foto), filho de Telê. Entre aqueles que participaram do jogo, estavam presentes: Muller, Cafu, Zetti, Ricardo Rocha e tantos outros que trabalharam junto com o Mestre.
Telê Santana foi um exemplo de personalidade e talento dentro e fora de Campo. “Ele se doou a vida toda e mereceu essa homenagem. Um bom exemplo, uma bela história de vida.” acrescentou Renê. Como jogador, Telê atuava de ponta-direita, mas foi como treinador que ele se destacou e fez história.
“Ele foi importantíssimo não só para aquela ascensão do São Paulo, mas também como um treinador para o Brasil e pelos clubes que ele passou. Fez um trabalho belíssimo” comentou Ricardo Rocha, ex zagueiro do São Paulo que trabalhou com Telê nos anos de 1989 a 1992.
Mesmo com a inicial fama de ‘pé frio’, foi em 1990 com a sua chegada no time do São Paulo, substituindo o então técnico Pablo Forlán, que Telê começou a mudar esse rótulo que havia ganhado. “Tinha muito uma cobrança por ele não ganhar muitos títulos, mas depois daquele titulo de 91, as coisas começaram a mudar.” relembrou Ricardo Rocha.
Na ‘Era de Telê’ no São Paulo, foram títulos conquistados um em seguida do outro. Entre os mais importantes são pontuados o Campeonato Paulista de 91 e 92, o Brasileirão de 91 e sem dúvida nenhuma, a Copa Libertadores e o Mundial de 92 e 93. Ele deixou uma marca enorme no clube e para qualquer são paulino.
Alem do trabalho realizado no São Paulo, em que Telê se consagrou como técnico, sua atuação no comando da seleção brasileira de 82 e 86 também foram recordadas por jogadores e amigos. “Essa homenagem é pouco por tudo que ele fez não só pelos clubes por onde ele passou, mas também pela seleção brasileira.” destacou Muller, o quinto maior atacante da história do São Paulo.
Muito mais que um grande treinador, Telê é lembrado pelos jogadores como o paizão que com jeitão linha dura, se mostrava sempre ao lado de seus filhos postiços. “Ele era um treinador paizão, quando precisava chamava atenção, dava uma dura, ele falava em qualquer momento, quando achava necessário. Telê se resume nessa dedicação.” contou Zetti, goleiro do São Paulo de 1990 a 1995.
O ensinamento passado pelo Mestre aos longos dos anos para seus atletas foi algo falado na Homenagem. “O que mais aprendi com o Telê foi ser persistente. Ele dizia para ir atrás daquilo que você acha que tem condição de fazer bem feito.” citou Cafu, que jogou no São Paulo, nos anos de 89 a 95, como lateral-direito.
Entre os presentes no evento, quem mais se mostrou emocionado foi Denilson (foto), que jogou de meia-atacante durante 4 anos pelo São Paulo e foi descoberto na categoria de base por Telê. “Foi ele quem me lançou para o futebol, ele me viu e pediu para que eu fizesse parte do elenco principal.”. Denilson finalizou dizendo que Telê é como um pai para ele.
Sem dúvida, foi uma homenagem justa para alguém que marcou a vida de tantas pessoas, que tiveram a honra de conhecê-lo. E até mesmo para os torcedores que puderam acompanhar sua carreira no futebol.
“Pra mim ele foi o melhor técnico do Brasil” comentou o cantor Kiko Zambianchi, torcedor do Santos, mas fã do trabalho de Telê.
Já o ator e são paulino Cássio Gabus Mendes fez questão de ressaltar que Telê é o tipo de pessoa que deve estar sempre na memória de todos e complementou: “Telê foi um dos grandes personalidades que conheci na minha vida”. Para Lucas, meia-atacante do São Paulo, apenas uma frase resume o que o técnico foi para muitos brasileiros “Ele foi um ícone para o futebol.”.
Alguns dos "meninos" do Telê:
